Dirce Carneiro por Diana Gonçalves
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Assim ela se identificou para o homem vestido de terno preto risca de giz, tecido importado, camisa italiana, gravata de grife.
As tratativas do evento foram realizadas ali mesmo na sala acarpetada de grená, paredes cobertas de veludo bispo.
Reinava um clima de urgência e a expectativa era evidente sobre o assunto conversado.
Os detalhes seriam confidenciais.
Tudo acordado, a transação foi consumada. Rapidamente...
Ele saiu, atravessou a avenida, entrou num bar.
Pediu uma água tônica.
Um último olhar para o estabelecimento de onde saíra e vê a moça mais uma vez - alta, loura, boa aparência. Suas vestes realçam as formas e atributos femininos. Belos...
Sem saber bem o porquê, aquela imagem ficou gravada na sua mente, como uma fotografia.
O homem saiu do bar e caminhou na direção contrária de onde a moça permaneceu.
Foi caminhando e como num filme que acaba, desapareceu aos poucos na luz esfumada pela garoa, até seu vulto sumir no horizonte. Um vulto preto envolto de neblina branca.
Cada um seguiu sua rotina – era quase findo mais um dia de trabalho. Atrás da moça, no alto da porta, envolta pela luz de néon, uma placa piscava com os dizeres Refúgio.

The End


Inspirado na foto de Fernando Ferrari, projeto “Além da Fotografia” – Oficinas Mazzaropi
12/09 2013
DIANA GONÇALVES
Enviado por DIANA GONÇALVES em 11/10/2016
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