Dirce Carneiro por Diana Gonçalves
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CÉU E TERRA


Tudo parecia igual, mas muitos anos passaram. Os passarinhos continuavam no céu,  alheios ao correr do tempo e ao que acontecia na terra.  A algazarra deles assim como seu canto contrastavam com a terra firme. Perguntei se ele sabia o significado do envelope que lhe mandei pelo correio, mas ele não respondeu. Acho que nem mesmo o abrira. Será que leu a mensagem contida nele? Foram perguntas sem resposta. O seu mutismo, mais que nunca, fazia ressoar vozes longínquas, como sons de violinos de uma orquestra ao longe. A calma do ambiente e a linda vista distante não bastavam para a escuta, tampouco inspiravam alguma resposta em face de tantas indagações. De repente um burburinho na entrada principal. Apressei-me.  Agora sei que tantas perguntas jamais terão resposta. Disse adeus. Para sempre.  Faço-lhe um carinho, o último: deposito as flores que comprara na entrada.



04/07/11
DIANA GONÇALVES
Enviado por DIANA GONÇALVES em 04/07/2011
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