Dirce Carneiro por Diana Gonçalves
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O UMBRAL
Um grande mergulho no interior do mais espetacular artefato já concebido.
Cada lugar visitado oferecia singulares experiências. De repente se viu analisando, logo no Umbral, o poder da grande Porta, por onde eram introduzidos os materiais que sustentavam aquela original máquina. Essa entrada era protegia por pequenos blocos na cor branca, ao mesmo tempo serviam para o início do processamento do que viria a ser sua energia. Tinha um mecanismo que se movia dentro dela e também gotas orvalhadas que brotavam, gerando a umidade constante naquele ambiente. Pouco tempo de exploração e já percebia outras particularidades. O local tinha, não só a capacidade de abrir e fechar, como também a de ficar claro ou escuro dependendo de uma entidade chamada Impulso, que por sua vez dependia da Central, sede de toda força que conduzia o artefato, gerador de uma espécie de corrente elétrica que se disseminava pela máquina. A essa central poderosa davam o nome de Vontade. Quando em estado de Luz, sentia prazer em tudo que chegava, mas dominada pela Treva, tudo era amargo e cedia a atitudes de lançar fora o que era destinado a se transformar em fonte. Existia a propriedade de articular sons. Estes tinham o poder de provocar risos e lágrimas, faíscas de arrebatamento ou prostração, acolhidas ou rejeição, elevar ou derrubar. Enfim, todos os sons produzidos tinham a poderosa força para o Bem ou para o Mal, não só repercutindo dentro da própria máquina, mas também em outras que estivessem em conexão com seu estado atual. Existia uma função tão original, que seres de outras galáxias ficariam perplexos, sem compreender a maneira e a utilidade daquilo que para eles se assemelhava a uma grande Caverna. Era quando o Umbral se conectava a outro, tão igual ou aproximado em similitude, este, capaz de gerar Clones de si mesmos. Acreditam que esse dom vem do Invisível, embora seja perfeitamente explicado pelo  Laboratório. Os Umbrais recém clonados inventaram o modo de se conectarem diferente dos constituídos há mais tempo. Passaram a se conectar sem muita formalidade. Ficar foi como chamaram essa forma diferente dos umbrais se tocarem. Ouro e prata eram medida de valor para habilidade de emitir ou não sons conforme as ocasiões. Em diferentes épocas e reinos os sons emitidos por Umbrais foram causa de condenação de toda a máquina. O mais difundido evento aconteceu há pouco mais de dois mil anos. Mas aqueles sons emitidos se perpetuaram, de início de Umbral a Umbral, depois foram transcritos em papel, mais tarde em livro, hoje muitos fazem daqueles sons emitidos a base de suas existências. Historicamente provado, um certo Galileu Galilei, de cujo Umbral saíram sons capazes de revolucionar a visão do homem na Terra. Nem sempre as máquinas emitem sons em estado de Luz. Às vezes a Vontade se envolve em Trevas. Então,  além dos Umbrais, todos os aparatos da máquina são dominados pelo Mal. É neste hora que o Universo luta pra restabelecer o equilíbrio e evitar ser destruído pelo Caos.


10.04.2010

O poeta generoso escreveu:

que dizer de um texto assim,
tão nobre e muito elaborado,
sem palavras, falo por mim,
bater palmas e ficar calado!  

Obrigada, poeta, pelo incentivo!
DIANA GONÇALVES
Enviado por DIANA GONÇALVES em 10/04/2010
Alterado em 14/04/2010
Comentários